O
ano de 2015 chegou, rostos expectantes erguem-se para os fogos de artifício
iluminando céu. A imaginação ferve, com pensamentos saudosos e ansiosos para o
novo. O novo que poderá trazer um bom emprego, aquele carro que o ano
de 2014 não deu, uma casa, felicidades, viagens, etc.
Que
tanta repetição, desde que o mundo é mundo que o povo anseia pelas mesmas
coisas, parece que vejo o rei Salomão citando Eclesiastes: “Vaidades! Tudo é vaidades! Que vantagens têm o homem do seu trabalho?”
Bom Salomão, a vantagem é essa, a obtenção dos bens materiais. Mas, isso trás satisfação para a alma?
Claro que não, a prova disso é a reprodução
de novos desejos na primeira hora do ano seguinte.
Imagino a inquietude e insatisfação de Salomão
ao dizer isso:
Estão
vendo estas coisas?
Não são novas, seus antepassados viveram isso também, e
vejam só, não tiveram êxito na
satisfação. Esquadrinha o horizonte, nada tem de novidade, o mar continua recebendo
dos rios, o sol continua a nascer no mesmo lugar, somente o seu calor aumentou,
devido às obras do insensato homem.
Vê
a tua alegria, o riso de contentamento? Sumirá, pois a tua satisfação não será
eterna, o desejo da conquista voltará como uma droga. Descanso não há, pois a tua mente logo ansiará por algo, seus olhos vagará inquietos em busca de alguma
coisa que os façam brilhar novamente. A rotatividade, mesmo que o homem viva
cem anos, sempre será assim.
Veja
o Pregador, ele teve sabedoria, astúcia, riqueza, soberania, reinado, tudo que
imaginamos ter ele alcançou, e nada lhe trouxe felicidades. Sua angustia
prevalecia, ele chegou a dizer que o dia da morte é melhor do que o dia do
nascimento de alguém. Melhor será irmos a um velório, do que a um banquete,
pois é no sofrimento que o homem sente o seu coração e a sua alma.
Calma, não é ilícito gozar dos bens materiais
que Deus lhe permitiu terem, mas eles não satisfarão a tua alma. Temos que
seguir os mandamentos divino e ponderarmos em tudo, Deus fez o homem reto, mas
ele não se satisfez com si mesmo, foi buscar inovações e até hoje continua a
procurar.
A
materialidade mundana superou e supera a espiritualidade do homem. Deixaremos
ela nos consumir?
Lú Miranda,
com base no livro de Eclesiastes
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