sábado, 31 de janeiro de 2015

O QUE QUERES PARA 2015





O ano de 2015 chegou, rostos expectantes erguem-se para os fogos de artifício iluminando céu. A imaginação ferve, com pensamentos saudosos e ansiosos para o novo. O novo que poderá trazer um bom emprego, aquele carro que o ano de 2014 não deu, uma casa, felicidades, viagens, etc.
Que tanta repetição, desde que o mundo é mundo que o povo anseia pelas mesmas coisas, parece que vejo o rei Salomão citando Eclesiastes: “Vaidades! Tudo é vaidades! Que vantagens têm o homem do seu trabalho?” Bom Salomão, a vantagem é essa, a obtenção dos bens materiais. Mas, isso trás satisfação para a alma?
Claro que não, a prova disso é a reprodução de novos desejos na primeira hora do ano seguinte.
Imagino a inquietude e insatisfação de Salomão ao dizer isso:
Estão vendo estas coisas? 
Não são novas, seus antepassados viveram isso também, e vejam só,  não tiveram êxito na satisfação. Esquadrinha o horizonte, nada tem de novidade, o mar continua recebendo dos rios, o sol continua a nascer no mesmo lugar, somente o seu calor aumentou, devido às obras do insensato homem.
Vê a tua alegria, o riso de contentamento? Sumirá, pois a tua satisfação não será eterna, o desejo da conquista voltará como uma droga. Descanso não há, pois a tua mente logo ansiará por algo, seus olhos vagará inquietos em busca de alguma coisa que os façam brilhar novamente. A rotatividade, mesmo que o homem viva cem anos, sempre será assim.
Veja o Pregador, ele teve sabedoria, astúcia, riqueza, soberania, reinado, tudo que imaginamos ter ele alcançou, e nada lhe trouxe felicidades. Sua angustia prevalecia, ele chegou a dizer que o dia da morte é melhor do que o dia do nascimento de alguém. Melhor será irmos a um velório, do que a um banquete, pois é no sofrimento que o homem sente o seu coração e a sua alma.
 Calma, não é ilícito gozar dos bens materiais que Deus lhe permitiu terem, mas eles não satisfarão a tua alma. Temos que seguir os mandamentos divino e ponderarmos em tudo, Deus fez o homem reto, mas ele não se satisfez com si mesmo, foi buscar inovações e até hoje continua a procurar. 
A materialidade mundana superou e supera a espiritualidade do homem. Deixaremos ela nos consumir?

Lú Miranda,
com base no livro de Eclesiastes

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