sábado, 21 de abril de 2012

"Tira a minha alma da prisão, para que louve o teu nome"; 
Salmo 142:7  

Uma amiga na igreja, exteriorizou seus pensamentos em cima deste salmo, me identifiquei na hora com estas palavras. Sei que também, é o pensamento de muitos neste momento.
Davi clamou ao Senhor para que libertasse a sua alma, e assim pudesse adorá-LO. Apesar dele está escondido em uma caverna, não era ela que o aprisionava e sim a angustia, ela dominava a sua alma impiedosamente tornando-o isolado de tudo e de todos.
Anteriormente a este pensamento, outra frase me chamou atenção:

“... às vezes, as transformações físicas demonstradas pelo ser humano, é apenas um meio de externar os sentimentos confusos que se passa em seu  ser, portanto em vez de criticá-lo pela mudança, aproxime-se e verifique se está tudo bem”
Raquel Nantes

Esta frase veio unir-se ao salmo de Davi, com o pensamento da Renata e o meu estado neste momento. A minha alma está oprimida, tenho chance, mas não consigo expressar a minha adoração ao Senhor. Tudo tem tirado a minha atenção, não consigo me desprender totalmente do material e ligar-me ao espiritual. Por causa deste sentimentos, às vezes nos tornamos diferentes perante muitos, portanto farei igual a Davi neste momento:

Senhor, liberta a minha alma da prisão para que eu possa Te adorar. A omissão, o murmúrio, a indiferença, falta de fé, etc. tudo isso tem aprisionado a minha alma impedindo-me de Te louvar. O louvor que tenho feito não tem chegado ao meu coração, o inimigo tem tentado de todas as maneiras invadir meus sonhos e tirar-me a paz, isso tem me deixado cabisbaixa e triste. Estou fraca, minhas estratégias de guerra estão ultrapassadas, utilizo-me de escapismos para não encarar esta realidade. Enquanto isso,  a frieza espiritual me invade, ofuscando o brilho do Teu Espírito, que incansavelmente tem tentado me fortalecer, trazendo-me alimento.
Não posso deixar-me ser dominado por tudo isso, quero voltar ao primeiro amor contigo Pai, antes que meu azeite se acabe completamente e não tenha tempo de procurar mais.


Lú Miranda